Kosovo é uma região que já foi palco de disputas territoriais desde seu nascimento, sendo tomado pelo Império Otomano, pela Albânia, Iugoslávia e Sérvia. Em Fevereiro de 2008, seu parlamento decreta a independência do páis, sob o domínio sérvio, cuja minoria étnica ocupa o país, de maioria albanesa.
Após a declaração de independência, EUA, União Européia e Japão já reconheceram Kosovo como um novo país soberano. Sérvia e Rússia se recusam a reconhecer a independência do país.
Russos e servos ainda choram o legado de seus impérios desfragmentados. União Soviética e Iugoslávia já descansam na história, e até hoje existem países buscando sua independência em meio aos destroços de seus suseranos. A Chechenia até hoje luta para se manter independente. Os russos não aceitam. Montenegro separou-se da Sérvia recentemente, ou seja, mesmo os destroços ainda podem estilhaçar mais um pouco.
Onde há etnias sem identidade de pátria, há separatismo. Por mais que grandes potências queiram estabelecer fronteiras virtuais a estes povos, enquanto a etnia mantiver sua cultura, será uma questão de tempo até buscarem sua independência. Foi assim com os povos invadidos por Grécia, Roma, Pérsia, Árabes e Otomanos. No século passado, após a segunda guerra mundial, a Europa voltou ao seu estado de potência colonizadora e transformou o continente africano em um latifúndio europeu, separando irmãos e tribos inteiras. Um dia todos esses povos terão sua independência, pois eles sonham com a pátria que lhes foi roubada. Assim será a Palestina. Nenhum império, por mais poderoso que fosse, sobreviveu a esse sentimento de pátria de seus povos vassalos.
Que a República do Kosovo seja soberana e duradoura. E que em breve outros possam trilhar os mesmos caminhos.